EMERGÊNCIA DE NERVO: I par, nervo olfatório, emerge do bulbo olfatório, sendo puramente sensitivo.

ENVOLTÓRIOS DO ENCEFÁLO: DURA-MÁTER: (paquimeninge) Está intimamente aderida aos ossos do crânio, apresenta desdobramentos que são: seios, lacunas e o cravo trigeminal. Apresenta prolongamentos, foice do cerebelo e do cérebro, tenda do cerebelo, diafragma da hipófise e bainha dos nervos. ARACNÓIDE: (leptomeninge). PIA-MÁTER: (leptomeninge) Está intimamente aderida ao encéfalo penetrando nos sulcos, nas fissuras e nos ventrículos.

 

 
 
 

 

CORAÇÃO E VASOS DA BASE

Observe, no cadáver e nos modelos, a cavidade torácica reconhecendo os órgãos nela contidos. Reconheça os pulmões direito e esquerdo e, entre eles, no mediastino médio, o coração envolvido pelo saco pericárdico: identifique o pericárdio fibroso e o pericárdio seroso identificando o folheto parietal e o folheto visceral ou epicárdio. Veja a posição do coração que está disposta obliquamente com sua maior porção situada à esquerda do plano mediano. Observe suas faces: esterno-costal, diafragmática e pulmonar ou esquerda. Fora da cavidade torácica posicione o coração anatomicamente, lembre-se que a artéria aorta ao sair do VE descreve uma curvatura para trás e para a esquerda.

 

Identifique os vasos da base do coração: o tronco pulmonar, que logo se bifurca em artérias pulmonares: direita e esquerda, a artéria aorta, o mais calibroso vaso da base do coração, que inicialmente dirige-se para cima (aorta ascendente) e depois para trás e para a esquerda, formando o arco aórtico onde pode identificar o tronco braquiocefálico, que se divide em artéria subclávia direita e artéria carótida comum direita, a seguir a artéria carótida comum esquerda. Na morfologia externa do coração, identifique, superiormente, a base e o ápice, os átrios, ventrículos e o sulco átrio-ventricular ou coronário, que demarca o limite entre os dois. Identifique os sulcos interventriculares anterior e posterior onde você pode observar a presença de veias e artérias coronárias. identifique as faces: esterno-costal, diafragmática e pulmonar ou esquerda.

 

Identifique a veia cava superior e a veia cava inferior que chegam ao átrio D juntamente com o óstio do seio coronário. Chegando ao átrio E identifique as veias pulmonares: em número de quatro, duas direitas e duas esquerdas, que conduzem sangue arterial proveniente dos pulmões. Identifique as aurículas direita e esquerda, que recebem esse nome por serem semelhantes ao pavilhão auricular.

No átrio direito identifique: a aurícula direita; os músculos pectíneos e a fossa oval e seu limbo que estão na parede do septo inter-atrial. Observe os óstios da veia cava superior, da veia cava inferior e do seio coronário.

No átrio esquerdo, identifique a aurícula esquerda e os óstios das veias pulmonares; observe que o óstio atrioventricular esquerdo é guarnecido pela valva atrioventricular esquerda (mitral ou bicúspide), constituída por duas válvulas ou cúspides, (anterior e posterior). No ventrículo direito, identifique os músculos papilares (anterior, posterior e septal), nos quais se prendem as cordas tendíneas, que partem das cúspides da valva atrioventricular; identifique o óstio do tronco pulmonar, guarnecido pela valva, constituída por três válvulas semilunares (anterior, direita e esquerda).

Observe ainda os relevos da musculatura, denominados trabéculas cárneas (cristas, pontes e músculos pilares); e, a trabécula septo marginal ou feixe moderador.

No ventrículo esquerdo, identifique os músculos papilares (anterior e posterior), as cordas tendíneas, as trabéculas cárneas, e o óstio da aorta, guarnecido pela valva constituída por três válvulas semilunares (posterior, direita e esquerda).

 

Em corações abertos, identifique os septos cardíacos, inter-atrial e septo inter-ventricular, que separa o coração em duas metades. No hemi-coração direito circula sangue venoso, e no hemi-coração esquerdo sangue arterial. Identifique, ainda, a comunicação entre átrio e ventriculo no qual estão os óstios atrioventriculares direito e esquerdo, guarnecidos, respectivamente, pelas valvas atrioventriculares, direita ou tricúspide, formada por três válvulas, e a esquerda ou bicúspide ou mitral, formada por duas válvulas.

 

O coração é um órgão essencialmente muscular: entre o epicárdio, que o reveste externamente, e o endocárdio, que reveste internamente, a massa muscular constitui o miocárdio. Os feixes de fibras musculares cardíacas inserem-se no esqueleto fibroso do coração, constituído por anéis de tecido conjuntivo (anéis fibrosos) que circundam os óstios valvares e arteriais.

 

SISTEMA RESPIRATÓRIO

Observe a forma do dorso do nariz e identifique no nariz: base, narinas, ápice, asas e a columela. Examine um crânio e identifique os ossos que formam o esqueleto ósseo do nariz (processos frontais das maxilas e osso nasal). Identifique a abertura piriforme (abertura anterior visualizada no esqueleto) e as coanas (abertura posterior).

Observe através da abertura piriforme a cavidade nasal; identifique a formação do septo nasal ósseo (lâmina perpendicular do etmóide, osso vômer e cartilagem do septo).

Identifique: vestíbulo nasal, límen nasal e a cavidade nasal propriamente ditam.

 

 

Em uma hemi-cabeça, na qual foi retirado o septo nasal, identifique as conchas nasais superior, média e inferior, e os meatos nasais superior, médio e inferior, as conchas nasais superiores e médias fazem parte do osso etmóide, enquanto que as inferiores são ossos próprios da face.

Identifique as aberturas dos seios paranasais e a abertura do ducto naso-lacrimal; identifique os seios paranasais.

Localize a faringe e identifique suas partes: nasofaringe, orofaringe e laringo-faringe. Na nasofaringe, delimite as coanas, e identifique o tórus tubário, o óstio faríngeo da tuba auditiva e a tonsila faríngea (referida como adenóide quando inflamada). Por trás do tórus tubário identifique o recesso faríngeo e partindo do tórus as pregas: salpingo-nasal, salpingo-faríngea e salpingo-palatina.

 
 

Observe em uma laringe isolada, e em peças plásticas, identifique as cartilagens da laringe: epiglótica, tireóide (proeminência, cornos, incisura), cricóide, aritenóides e corniculadas; verifique como estas cartilagens estão unidas umas às outras por ligamentos e músculos. Observe a cavidade laríngica e identifique suas porções: o ádito da laringe, o vestíbulo e a cavidade infra-glótica; as pregas vestibulares (cordas vocais falsas), as pregas vocais (cordas vocais verdadeiras), e o ventrículo da laringe (lembre-se que neste, encontra-se a tonsila laríngica).

Localize a traquéia e veja sua bifurcação dando origem aos brônquios principais, direito e esquerdo, identifique os anéis traqueais, em forma de C, de tal modo que a parede posterior é membranácea; observe os ligamentos anulares. Identifique a estrutura dos brônquios principais e suas características (o calibre, comprimento e direção).

 

No cadáver, identifique a pleura pulmonar visceral e a pleura parietal; observe como os pulmões "descansam" sobre o músculo diafragma. Em peças isoladas, identifique o ápice e as faces do pulmão (costal, mediastinal e diafragmática).

 

No pulmão D identificar lobos superior, médio e inferior e as fissuras (oblíqua e horizontal). No pulmão E, identifique os lobos, superior e inferior e a língula, localizada na porção inferior do lobo superior. Note as diferenças entre os pulmões direito e esquerdo. Na face medial dos pulmões, identifique o hilo do pulmão esquerdo (artéria brônquio e veia) e do pulmão D (brônquio, artéria e veia); que são os elementos que constituem a raiz do pulmão, juntamente com nervos e linfáticos.

 

Sistema Digestivo

Iniciaremos o estudo do sistema digestivo pela BOCA que ocupa a porção mais inferior da face estando dividida em vestíbulo e cavidade bucal propriamente dita. O vestíbulo está limitado anteriormente pelos lábios, lateralmente pelas bochechas e póstero-medialmente pelos dentes e gengivas. Os lábios estão separados pela rima oral e unidos nas extremidades pelas comissuras labiais.

A cavidade bucal está limitada antero-lateralmente pelas arcadas dentárias, superiormente pelo palato duro, inferiormente pelo soalho da boca e posteriormente pelo palato mole que é fibro-muscular.

Observando a boca aberta numa vista anterior, identificamos o palato duro formado pelos processos palatinos da maxila e laminas horizontais do osso palatino. O palato mole tem uma projeção mediana, a úvula palatina de onde partem dois arcos, um em direção à base da língua que é o arco palato-glosso ou pilar anterior e outro, em direção a faringe, arco palato-faríngeo ou pilar posterior. Identifique a tonsila palatina entre os dois pilares.

 

A língua é um órgão muscular localizada no soalho da boca onde devemos identificar as faces: dorsal e ventral e as margens direita e esquerda além do ápice. O sulco terminal, em forma de V, divide a língua em uma porção posterior denominada raiz e uma porção anterior que corresponde ao dorso, no vértice deste sulco encontramos o forame cego. As tonsilas linguais formadas por nódulos linfóides agrupados, se localizam porção posterior do dorso da língua. As papilas linguais, na região anterior, podem ser de quatro tipos: papilas valadas anteriormente ao sulco terminal; papilas fungiformes, no dorso e margens da língua,; filiformes, distribuídas pelo dorso e folheadas, nas margens da língua. Na face ventral identificaremos uma prega mediana que é o freio da língua.

Identificar os dentes implantados nos alvéolos dentários dos maxilares e da mandíbula e as gengivas que são estruturas muco periósticas.

 

A faringe se localiza posteriormente as fossas nasais, boca e laringe, dividindo-se em três porções: Naso-faringe – onde identificaremos: óstio faríngeo da tuba auditiva, tórus tubário, pregas: salpingo-nasal, salpingo-palatina e salpingo-faríngea, tonsilas faríngeas, recesso faríngeo e suas comunicações: com as fossas nasais através das coanas, com a oro-faringe pelo istmo faríngeo e com a orelha média por meio da tuba auditiva. No Oro-faringe - encontramos: arco palatoglosso, arco palato-faríngeo, fossa tonsilar, tonsila palatina, pregas glosso-epiglóticas mediana e laterais e as valéculas glosso-epiglóticas. Comunica-se com a cavidade bucal através do istmo das fauces e inferiormente com a laringo-faringe. Na Laringo-faringe - identificamos os recessos piriformes. A laringo-faringe comunica-se com a laringe através do ádito e inferiormente vai se comunicar com o esôfago.

 

O esôfago se comunica com o estômago através do óstio cárdia. Lembrar dos estreitamentos cricóideo, aórtico-brônquico, diafragmático e cárdico.

 
 

ESTÔMAGO: Comunica-se superiormente com o esôfago e inferiormente com o duodeno através do piloro. Identificaremos a borda lateral, grande curvatura, de onde parte o omento maior e a borda medial que é a pequena curvatura onde identificamos o omento menor (ligamento gastro-hepático). É dividido em fundo, corpo e antro.

 

 

INTESTINO DELGADO: É dividido em duas porções: duodeno e jejuno-íleo. O duodeno com a forma da letra C apresenta quatro porções: primeira ou superior, segunda ou descendente, terceira ou horizontal e quarta ou ascendente. Em sua porção descendente identificaremos a papila duodenal maior onde desembocam o duto colédoco e o duto pancreático principal, e dois cm acima a papila duodenal menor onde desemboca o duto pancreático acessório. Internamente identificamos inúmeras pregas em sua mucosa denominada transversas. O

Jejuno-íleo, continuação do duodeno estende-se até a junção íleo cecal. Devemos identificar as alças intestinais e o mesentério que é uma expansão de peritônio que vai fixar e nutrir o jenuno-íleo, com suas pregas circulares.

INTESTINO GROSSO: Inicia-se na junção íleo-cecal indo até o orifício anal, apresenta características como: apêndices omentais ou epiplóicos que são glóbulos de gordura revestidos por peritônio, haustros ou bosseladuras que são dilatações saculiformes em todo seu trajeto e tênias que são fitas musculares em número de três que percorrem o intestino grosso no sentido longitudinal. Divide-se em: ceco, colo ascendente, colo transverso, colo descendente, colo sigmóide, e Reto. No ceco identificamos o apêndice cecal que está fixado pelo mesenteríolo. No interior do ceco encontramos o óstio íleo-cecal contornado pela valva que é formada por duas válvulas uma superior e outra inferior. O mesocolo é responsável pela sua fixação e nutrição, suas pregas são semicirculares sendo no reto as colunas retais e entre elas os seios retais.

 
 

FÍGADO: apresenta uma face antero-superior ou diafragmática e outra póstero-inferior ou visceral. Os lobos hepáticos são: direito, esquerdo, quadrado e caudado. Na sua face visceral podemos identificar: veia cava inferior, vesícula biliar alojada na fossa cística e o pedículo: duto hepático comum, veia porta e artéria hepática. Os ligamentos são: Ligamento Falciforme entre os lobos direito e esquerdo (face diafragmática), Ligamento Venoso, Ligamento Redondo - na porção inferior da fissura longitudinal, ligamento Coronário, ligamentos Triangulares, direito e esquerdo, nas extremidades do ligamento coronário. As vias biliares representadas pelo duto hepático direito e esquerdo que se unem para formar o duto hepático comum que vai se unir ao duto cístico proveniente da vesícula biliar para dar origem a um único duto que é o colédoco. Devemos identificar a vesícula biliar.

PÂNCREAS: é contornado pelo duodeno, divide-se em cabeça, corpo e cauda. Identificar duto pancreático principal duto pancreático acessório. GLÂNDULAS SALIVARES: Parótida, Submandibular e Sublingual.

 

 

SISTEMA URO-GENITAL

Observe, no cadáver e, nos modelos à cavidade abdominal reconhecendo os órgãos nela contidos. Reconheça os RINS identificando suas faces anterior e posterior, pólos superior e inferior, bordas lateral e medial, identificando nesta o hilo (seio renal) por onde vão penetrar os elementos do pedículo. O envoltório mais externo do rim é a cápsula renal que também deve ser observada. Em um corte coronal identifique a camada cortical com as colunas renais que penetram na camada medular onde identificaremos as pirâmides e nos seus ápices as papilas renais que são abraçadas pelos cálices renais menores que se unem formando os cálices renais maiores que por sua vez se unem para constituir a pelve renal.

 

O ureter se continua da pelve renal até a bexiga onde apresenta identificaremos o estreitamento intramural.

 

Na bexiga com sua forma globosa quando cheia identificaremos a musculatura revestida pela serosa e a camada mais interna que é a mucosa vesical. No interior da bexiga podemos identificar o trígono vesical que é uma área triangular formada pela intercessão dos dois óstios dos ureteres com o óstio interno da uretra. A úvula vesical é uma elevação mediana em direção ao óstio interno da uretra. Entre os dois óstios ureterais identificamos a prega inter-uretérica. Identificar ainda o óstio uretral.

 

A uretra se divide em três porções: na uretra prostática que mede cerca de 3 cm. devemos observar em seu soalho cinco acidentes anatômicos que modificam o relevo, crista uretral, uma prega mediana na mucosa, o colículo seminal, uma elevação mais acentuada da crista uretral, utrículo prostático, orifício de pequena escavação no cume do colículo seminal, ductúlos ejaculatórios, dois pequenos orifícios de cada lado do utrículo e os ductúlos prostáticos que são forames situados de cada lado do colículo seminal. A segunda porção da uretra é a membranosa que mede 1 cm e a terceira porção é a uretra esponjosa se inicia no bulbo corpo esponjoso e o atravessa em toda sua extensão, na porção mais externa apresenta uma dilatação fusiforme que é a fossa navicular, para se abrir no óstio externo.

No testículo devemos identificar as faces medial e lateral, pólos, superior e inferior e duas bordas, uma anterior e outra posterior, ocupada de cima em baixo pelo epidídimo. O hilo (localizado na metade superior da borda posterior) é chamado de mediastino e o revestimento do testículo é feito pela túnica albugínea.

O epidídimo ocupa a borda posterior do testículo e se divide em cabeça, corpo e cauda. Entre o corpo do epidídimo e a face lateral do testículo vamos encontrar um espaço denominado seio do epidídimo que vai permitir identificar o lado do testículo.

O duto deferente é de fácil identificação por sua parede espessa, em sua porção terminal apresenta uma dilatação que é a ampola. O duto deferente se une ao duto excretor da vesícula seminal para formar o duto ejaculatório que se abre de cada lado do utrículo prostático.

O funículo espermático é formado pelo conjunto de estruturas que acompanham o testículo em sua descida até a bolsa escrotal.

A próstata é atravessada em toda sua extensão pela uretra. Sua forma é achatada no sentido Antero-posterior apresentando duas superfícies ínfero-laterais, um ápice e uma base. É envolta pela fáscia ou bainha prostática.

A vesícula seminal, de forma enovelada, com a extremidade distal em fundo cego tem sua extremidade proximal representada pelo duto excretor que se une ao duto deferente para formar o duto ejaculatório. O pênis é formado pelos corpos cavernosos que se iniciam posteriormente pelos ramos, dirigem-se para frente e estão separados pelo septo do pênis. O corpo esponjoso tem início no bulbo do pênis, anteriormente apresenta uma dilatação que é a glande onde um rebordo elevado contorna a glande sendo chamado de coroa da glande. Na união da glande com o corpo do pênis encontramos um estrangulamento conhecido como colo ou sulco bálano-prepucial. O revestimento externo do pênis é feito pelo prepúcio.

 

SISTEMA GENITAL FEMININO

Os órgãos genitais femininos são classificados em internos (ovários, tubas, útero e vagina) e externos (vulva ou pudendo feminino, que compreende o monte púbico, lábios maiores e menores, clitóris, bulbo do vestíbulo e glândulas vestibulares).

O ovário, estrutura interna, está situado por trás do ligamento largo do útero preso pelo mesovário e logo abaixo das tubas. Apresenta um pólo tubal, e outro uterino. Podemos observar uma face lateral e outra medial, sua borda anterior está presa à face posterior do ligamento largo ao passo que sua borda posterior é livre. O ovário se prende ao útero através do ligamento próprio do ovário ou útero ovariano e se fixa à parede pélvica pelo ligamento suspensor do ovário.


A tuba uterina é um tubo par que se implanta de cada lado dos ângulos supero laterais do útero. Devemos identificar as regiões: intramural é o segmento que se situa na parede uterina, a região ístmica que se situa logo após a intramural, a região ampolar é a porção dilatada onde normalmente ocorre à fecundação e o infundíbulo que é comparado a um funil com seu rebordo irregular que se assemelha a franjas e são chamadas de fímbrias.

 

O útero apresenta quatro regiões: corpo é a porção principal do útero que se comunica de cada lado com as tubas. Acima das tubas encontramos o fundo do útero. A região mais estreitada é o istmo e o Colo ou cérvix é a região que fica por baixo do istmo e apresenta uma porção supra-vaginal e outra vaginal onde podemos identificar o orifício externo do colo uterino. A estrutura do útero externamente corresponde à serosa, também chamada de perimétrio, a camada muscular é representada pelo miométrio e a mucosa que é a camada mais interna o endométrio.

 

O aparelho de suspensão é representado pelos ligamentos: largo, prega de reflexão visceral do peritônio, redondo que se apresenta como um cordão cilíndrico fibroso, o ligamento útero-sacro que é par e vai da região inferior da face posterior até o osso sacro, fica situado em uma área conhecida como fundo de saco de posterior (Douglas) e os ligamentos cardinais que são feixes reforçados de tecido conjuntivo em torno do colo uterino.

 

A vagina se insere superiormente no contorno médio da cérvix e se abre na vulva pelo óstio externo da vagina. Superiormente, a cúpula da vagina forma um recesso que circunda a cérvix em sua porção vaginal e recebe o nome de fórnix da vagina ou fundo de saco vaginal. O hímen é um diafragma mucoso, perfurado parcialmente, que se situa no óstio da vagina.

 

O pudendo feminino ou vulva constitui a parte externa dos órgãos femininos onde devemos identificar o monte púbico que é uma saliência situada anteriormente ao osso púbis. Os lábios maiores, são duas pregas cutâneas salientes que descrevem um semi-arco de cada lado, unem-se anteriormente formando, em ângulo agudo, a comissura anterior. Delimitam uma fenda antero-posterior que é a rima do pudendo. Os lábios menores se localizam medialmente aos grandes lábios. Anteriormente unem-se no plano mediana para constituir o prepúcio do clitóris e o espaço compreendido entre os pequenos lábios é conhecido como vestíbulo da vagina onde vamos encontrar o óstio externo da uretra, óstio da vagina e os orifícios das glândulas vestibulares. O clitóris é uma estrutura erétil logo acima do óstio externo da uretra. O bulbo do vestíbulo é uma estrutura erétil formada por duas massas de tecido esponjoso que se dispõem como ferradura ao redor do óstio da vagina. As glândulas vestibulares maiores são em número de duas e estão situadas profundamente na proximidade do vestíbulo da vagina para onde abrem seus dutos. As glândulas vestibulares menores localizam-se lateralmente ao óstio externo da uretra.